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Crianças autistas podem ter parque exclusivo e adaptado em Campo Grande

  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

A proposta também prevê a interação entre crianças típicas e atípicas


Parque do mesmo modelo, que já foi implementado em Belo Horizonte. (Reprodução, Redes Sociais da Prefeitura de Belo Horizonte)
Parque do mesmo modelo, que já foi implementado em Belo Horizonte. (Reprodução, Redes Sociais da Prefeitura de Belo Horizonte)

Um projeto de lei em tramitação na Câmara de Campo Grande propõe a criação de um Parque Multissensorial voltado a crianças com TEA (transtorno do espectro autista) e outras condições do neurodesenvolvimento. A iniciativa, do vereador Fábio Rocha (União), busca ampliar a inclusão social e oferecer um espaço público adaptado às necessidades específicas desse público.


De acordo com o texto, o parque terá como principal objetivo promover o bem-estar e estimular o desenvolvimento cognitivo, motor e sensorial das crianças, além de proporcionar um ambiente seguro e acessível. A proposta também prevê a interação entre crianças típicas e atípicas, incentivando a convivência e reduzindo barreiras sociais.

O espaço deverá contar com brinquedos adaptados, áreas de estimulação sensorial com recursos visuais, táteis e auditivos, além de ambientes destinados ao relaxamento e à regulação emocional. Também estão previstas estruturas com controle de estímulos, como redução de ruídos e iluminação adequada, além de sinalização acessível e espaços de convivência para famílias.


O projeto autoriza ainda o Poder Executivo a firmar parcerias com instituições públicas e privadas, universidades, organizações da sociedade civil e profissionais especializados, como psicólogos, pedagogos e terapeutas ocupacionais, para viabilizar e qualificar a iniciativa.

Na justificativa, o vereador destaca que a ausência de espaços públicos adaptados limita a inclusão e o desenvolvimento de crianças com TEA. Segundo ele, o Parque Multissensorial surge como uma alternativa para garantir mais qualidade de vida às famílias e promover o desenvolvimento emocional e social dessas crianças.


A proposta também ressalta que a medida está alinhada aos princípios de acessibilidade e inclusão previstos na legislação brasileira. Caso seja aprovada, a lei entra em vigor na data de sua publicação, com despesas custeadas pelo orçamento municipal.





 
 
 

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