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TJMS terá que devolver penduricalhos pagos a magistrados, determina CNJ

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Decisão ocorre após auditoria feita na folha de pagamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que encontrou irregularidades em benefícios como férias e 13º salário.


Decisão ocorre após auditoria feita na folha de pagamento do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, que encontrou irregularidades em benefícios como férias e 13º salário.


Para concluir a regularização, o tribunal estadual foi autorizado a efetuar descontos diretos na folha de pagamento durante os meses de junho e julho. Por fim, o TJMS deverá apresentar um comprovante de quitação integral dos débitos para encerrar o processo.

🔎 Os chamados "penduricalhos" são pagamento de verbas indenizatórias que se somam aos salários e, na prática, elevam a remuneração de servidores acima do teto constitucional. No fim de abril, o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu critérios para os pagamentos dessas verbas para os magistrados e integrantes do Ministério Público, a fim de reduzir gastos.


Resultado da auditoria


Segundo o relatório da auditoria, foram encontradas irregularidades na base de cálculo de benefícios como abono pecuniário, abono de férias, gratificação natalina (13º salário), férias indenizatórias e licença compensatória.


A análise foi feita nas folhas de pagamento de magistrados ativos, inativos e pensionistas referentes ao mês de abril de 2026.

Entre os exemplos citados no relatório, está um pagamento feito a um juiz auxiliar que recebeu R$33 mil a mais do que o apontado como correto pela auditoria.


De acordo com o CNJ, o TJMS incluiu a rubrica “Indenização de cargo” no cálculo dessas verbas. A corregedoria afirma que a parcela é temporária e, por isso, não deveria entrar na base usada para calcular as indenizações, conforme entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


  • 13 de maio de 2026: Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) institui grupo de trabalho para realizar auditoria nas folhas de pagamento do TJMS.

  • 21 de maio de 2026: CNJ manda TJMS refazer cálculo de verbas após auditoria na folha de pagamento.

  • 10 de junho de 2026: CNJ determina devolução dos pagamentos de penduricalhos aos magistrados.



Auditoria aponta diferença nos valores


A auditoria também apontou uma possível cobrança em duplicidade do terço constitucional de férias nas férias indenizatórias. Segundo o relatório, o cálculo aplicava novamente um adicional que já estaria incluído em outra parcela da fórmula.


O CNJ apresentou exemplos de valores pagos acima do considerado correto pela auditoria. Em um dos casos analisados, as férias indenizatórias calculadas pelo TJMS chegaram a R$ 104,4 mil, enquanto o valor apontado pelo CNJ foi de R$ 87,8 mil, diferença de R$ 16,5 mil. Também foram identificadas diferenças em pagamentos de 13º salário, abono de férias e licença compensatória.

Os cinco maiores valores pagos a mais foram reunidos pelo CNJ em uma tabela:

Cinco pagamento analisados pelo CNJ

Verba

Calculado (TJMS)

Correto (CNJ)

Diferença (a mais)

Abono pecuniário (10 dias)

R$ 30.559,44

R$ 27.025,22

+ R$ 3.533,62

Abono de férias (30 dias)

R$ 22.919,58

R$ 20.269,37

+ R$ 2.650,21

Gratificação natalina (13º salário)

R$ 68.758,54

R$ 60.808,10

+ R$ 7.950,64

Férias indenizatórias (30 dias)

R$ 104.411, 42

R$ 87.833,92

+ R$ 16.577,50

Licença compensatória (10 dias)

R$ 26.102,85

R$ 23.231,79

+ R$ 2.871,06

Fonte: CNJ



TJMS em Campo Grande. — Foto: Reprodução
TJMS em Campo Grande. — Foto: Reprodução


















 
 
 

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