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Ônibus rosa chegou à Câmara de Campo Grande, mas projeto para mulheres foi arquivado

  • 25 de mai.
  • 2 min de leitura

Proposta protocolada em 2020 não virou realidade em Campo Grande


Ônibus rosa é realidade, mas não em Campo Grande. (Foto: Divulgação)
Ônibus rosa é realidade, mas não em Campo Grande. (Foto: Divulgação)

Campo Grande poderia ser a primeira cidade do Brasil com ônibus exclusivos para mulheres, que estão diariamente expostas a situações de assédio no transporte público. Contudo, o projeto que criava os “ônibus rosas”, na Capital, foi arquivado na Câmara de Campo Grande.


Assim, a Capital teve projeto protocolado em 2020 para transporte exclusivo de mulheres em horários de pico. Se aprovado, teria sido medida pioneira na proteção do público feminino.


Contudo, o título de primeiro programa com esta finalidade ficou para Maceió (AL). A cidade de Alagoas iniciou em abril a circulação do ônibus rosa, um transporte coletivo exclusivo para mulheres. Considerado o primeiro do país, o objetivo é garantir maior segurança às mulheres nos circulares.


Enquanto isso, campo-grandenses ficam apenas na expectativa da medida de proteção. Para a costureira Joana Maria de Jesus Guimarães, a implementação de um coletivo exclusivo garante maior conforto às mulheres. “Seria uma ideia maravilhosa. Não vai ter aquelas mãozinhas bobas, escorregões, principalmente aquelas mocinhas que estudam, que vão e vêm e precisam usar”, conta. 


Proposição há seis anos

Há seis anos, o então vereador William Maksoud — na época, do PSDB — protocolou o Projeto de Lei nº 9717/2020. A matéria previa que alguns ônibus fossem de transporte exclusivo para mulheres, das 5h às 7h.


“Durante os horários estabelecidos para aplicação de ônibus exclusivo para as mulheres será proibido o ingresso e a permanência de homens no interior do carro”, determinava a proposta.


Então, caso houvesse tentativa ou até mesmo permanência de homem nos ônibus exclusivos, primeiramente o cidadão seria notificado. Logo, a partir da segunda infração, seria multado.


O vereador ainda destacou no projeto que o valor arrecadado com as multas seria destinado a ações de combate à violência doméstica.




 
 
 

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