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Capital mais arborizada do Brasil cria lei para proteger árvore símbolo da cidade

  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

Nova legislação estabelece regras para o plantio e a preservação dos ipês e busca manter o equilíbrio entre arborização e diversidade de espécies nativas em Campo Grande.


Campo Grande, reconhecida oficialmente como a capital mais arborizada do Brasil, passou a contar com uma lei voltada à proteção dos ipês, árvore símbolo da cidade. A prefeitura sancionou uma lei que cria o Programa Municipal de Arborização Urbana, destinado ao plantio, manutenção e replantio da espécie.


A nova norma reconhece a importância dos ipês na paisagem urbana e estabelece um limite para sua presença na arborização da cidade. De acordo com a lei, eles não poderão representar mais de 15% do total de árvores do município.


A medida busca preservar a diversidade vegetal. Caso o inventário arbóreo indique que esse percentual foi atingido, os novos plantios deverão priorizar outras espécies nativas do Cerrado até que o equilíbrio seja restabelecido.


A prefeitura também poderá firmar parcerias com empresas privadas para ampliar as ações do programa e aumentar a distribuição de mudas nas áreas urbanas.


Participação de voluntários


O programa prevê a participação de voluntários nas ações de plantio e conservação das mudas, desde que as atividades sejam coordenadas e orientadas pelo órgão municipal responsável.


Como incentivo, a administração municipal pretende distribuir mudas de ipês e promover campanhas educativas em escolas e bairros.


Lei prevê melhoria na qualidade de vida


Árvores de ipê encantam moradores de Campo Grande. — Foto: Sérgio Saturnino/Itamar Silva
Árvores de ipê encantam moradores de Campo Grande. — Foto: Sérgio Saturnino/Itamar Silva

Além da preservação da espécie, a lei prevê ações voltadas à melhoria da qualidade de vida da população. Entre os objetivos do programa estão:


  • Melhorar o microclima da cidade, reduzindo ilhas de calor e amenizando as altas temperaturas;

  • Recuperar áreas urbanas que sofreram degradação ou perda de vegetação;

  • Fortalecer a identidade paisagística de Campo Grande por meio da valorização das espécies nativas.


A lei já está em vigor. Os próximos passos, como o cronograma e a definição dos locais que receberão novos plantios comunitários, ainda serão regulamentados pelo Executivo.






 
 
 

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